sábado, 10 de fevereiro de 2018

Ponto de Encontro: A das Artes, em Sines




A DAS ARTES 
Livraria — Editora — Cafetaria
Avenida 25 de Abril, 8 - loja C, 7520-107 Sines
T.: 269630954 F.: 269630955 adasartes(arroba)gmail.com


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quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

Ponto de Encontro: Traga-Mundos, em Vila Real


TRAGA-MUNDOS
Traga-Mundos - livros e vinhos, coisas e loisas do Douro - Património Mundial
Rua Miguel Bombarda, 24 - 26 - 28 | 5000-625 Vila Real | Portugal
259 103 113 | 935 157 323 | www.traga-mundos.blogspot.com | Facebook
2.ª, 3.ª, 5.ª, 6.ª, Sáb. — das 10h00 às 20h00 | 4.ª-feira — das 14h00 às 23h00


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quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

Ana Hatherly: Território Anagramático I Ana Hatherly



Ana Hatherly: Território Anagramático
Ana Hatherly

Textos de João Silvério, Maria Filomena Molder, Fernando Aguiar, Andreia Poças

ISBN: 978-989-8834-96-6

Edição: Janeiro de 2018
Preço: 37,74 euros | PVP: 40 euros
Formato: 21 x 27 cm (encadernado)
Número de páginas: 280 (a cores)

[ Em colaboração com a Fundação Carmona e Costa ]

Edição bilingue: português-inglês



«Sentado num degrau da escada estava um sema.
O seu aspecto era semelhante ao duma salsicha azul-clara.
Todos os que o viam achavam estranho e diziam: é metafísico.
Ninguém reparava que era azul.» 


[Ana Hatherly, «Tisana 138», 463 Tisanas]




Este livro foi publicado por ocasião da exposição «Ana Hatherly: Território Anagramático», realizada na Fundação Carmona e Costa, com curadoria de João Silvério, entre 17 de Novembro de 2017 e 13 de Janeiro de 2018.


A exposição Ana Hatherly: Território Anagramático toma a obra escrita pela autora sob o título Tisanas como uma grelha estrutural para dar a ver o seu trabalho artístico e os cruzamentos que esse mesmo trabalho revela ao nível do pensamento, da escrita, da performance e das preocupações da artista, que se manifestam sobre contextos diversos e em diferentes meios de expressão escrita e plástica. 
[João Silvério]

Como um mergulhador, Ana Hatherly vem à superfície para recuperar o fôlego e logo se embrenha nas profundezas. Porém não é só isso, é que dela, deste poeta-artista, só ficarão essas breves tomadas de fôlego, essas minúsculas bolsas de ar agarradas, um contraste menor, às palavras, aos riscos, aos silvos, bolsas de ar que não se vêem, não se lêem, nem se ouvem, talvez se adivinhem (leia-se um dos poemas de Cisne Intacto, 54). 
[Maria Filomena Molder]

A obra visual de Ana Hatherly é caracterizada pela gestualidade, pelo movimento da mão que cria inquietas linhas de texto, densas texturas, inomináveis volumes, múltiplas formas que continuamente se (trans)formam, que sugerem itinerários, significações diversas, procedimento para transmitir graficamente uma poética que, sendo também verbal, se metamorfoseia e se evidencia na visualidade.
Nas caligrafias, as palavras/versos são inscritos na página como trilhos a percorrer ao sabor da «imaginação e da memória» de cada um. 
[Fernando Aguiar]




Sobre Ana Hatherly e os autores dos textos, consultar www.sistemasolar.pt



Animals’ Nightmare I Joana Villaverde


Animals’ Nightmare
Joana Villaverde

ISBN: 978-989-8833-19-8

Edição: Outubro de 2017
Preço: 14,15 euros | PVP: 15 euros
Formato: 16,5 x 23 cm (brochado)
Número de páginas: 88

Edição trilingue: português-inglês-árabe




O Alentejo onde vivo, as oliveiras, o Mediterrâneo,
o calor, as pessoas empurraram-me para a Palestina.


Este livro foi publicado a propósito da residência artística de Joana Villaverde na Qatan Foundation, em Ramallah, na Palestina (Junho-Julho 2014). Da residência resultaram duas exibições da exposição «Animals’ Nightmare»: na cavalariça do futuro Fórum Cultural de Avis (Abril-Maio 2015) e na Appleton Square, em Lisboa (Janeiro-Fevereiro 2016).


Este texto é sobre um trabalho na vida, ou vice-versa, não faço distinções. A experiência, o que vi e vivi durante as minhas estadas na Palestina. Experiência que fez transformar o trabalho, a forma como o devia apresentar, como o devia dar a ver, como o devia fazer.
Este trabalho é sobre dignidade. Quis mostrar aquilo que vi, que senti, mostrar como a vida não se passa igual em todos os lugares. Este trabalho é sobre pessoas, é sobre a vida, é sobre a morte, é sobre como a vida e a morte estão tão perto.

Em forma de livro sinto que devia contar uma história, como se contam as histórias aos meninos à noite. É o que tento fazer aqui, só que esta história não é só para meninos. Tento explicar o que me leva, o que me levou a amar a Palestina. 
[Joana Villaverde]



Joana Villaverde é artista plástica e nasceu em Lisboa, em 1970. Vive e trabalha em Avis desde 2012. Foi bolseira da Fundação Calouste Gulbenkian para a residência Location One em Nova Iorque (2010/2011). Foi artista residente na Guest House da Fundação Qattan em Ramallah (2014). Foi seleccionada pela EUNIC-European Union National Institutes for Culture para participar no workshop Rethink Palestine, em Jericó, na Palestina (2015). Em Dezembro 2015 participou na conferência «Walter Benjamin in Palestine», em Ramallah, na Palestina. Em 2018, inaugura o seu atelier Officina Mundi, em Avis. O seu trabalho está representado na Colecção MAAT-Fundação EDP, quARTel Colecção Fernando Ribeiro, Diocese de Beja e em várias colecções particulares em Portugal, Espanha, França, Bélgica, Reino Unido, EUA e Palestina. Mais informação em www.sistemasolar.pt.

Magna Terra: Miguel Torga e outros lugares I Duarte Belo



Magna Terra: Miguel Torga e outros lugares

Duarte Belo

ISBN: 978-989-8902-02-3

Edição: Janeiro de 2018
Preço: 11,32 euros | PVP: 12 euros
Formato: 14,5 x 20,5 cm (brochado, com badanas)
Número de páginas: 96 (a cores)

[ Com o apoio do Espaço Miguel Torga ]



Ainda que sobre estas terras caia o esquecimento, de uma humanidade
que esconde o seu medo da natureza na profundeza frágil
das cidades, um dia talvez tenhamos que regressar a estes territórios.


Este livro foi publicado por ocasião da exposição «Magna Terra: Miguel Torga e outros lugares», de Duarte Belo, realizada no Espaço Miguel Torga, em São Martinho de Anta, Sabrosa, de 17 de Janeiro a 31 de Março de 2018.


Torga foi um dos mais singulares intérpretes de um tempo que passou, de uma comunidade, quase um país inteiro, que tinha raízes e garras presas a uma antiguidade remota, de feição animal, faminta, de uma sobrevivência em luta tenaz contra a pobreza na mais absoluta falta de liberdade. Torga fala-nos deste passado, mas também da permanência, da dureza das matérias do quotidiano, da suavidade amarga da memória de homens e mulheres. Dignidade e resistência. Esta é a magna terra que nos acolhe, Miguel Torga, escritor de um século. Agora, caminhamos sobre uma ausência deixada na terra.
[…]
Acordámos numa leitura do universo geográfico, próximo, de Miguel Torga: São Martinho de Anta e os territórios envolventes. São as paisagens do santuário de Nossa Senhora da Azinheira até ao Douro, de Sabrosa à Serra do Alvão. Há outros lugares que foram muito marcantes na vivência de Torga, particularmente Coimbra. A opção de ficarmos pela região onde nasceu, prende-se com o significado que a mesma assume na génese e no carácter de toda a sua obra literária. Há uma marca nestas terras transmontanas que permanece, há aqui um vinco telúrico de que Torga foi um exímio descodificador e singular voz. As suas palavras refletem paisagens que nenhuma fotografia pode revelar.
Não deixámos, no entanto, de ensaiar uma viagem imaginária. Praticamente todas as fotografias foram feitas em 2017, especificamente para esta edição e exposição; há duas exceções, as fotografias do Santuário Rupestre de Panóias, de 2015, e as últimas fotografias, a preto e branco, retiradas de um arquivo que, há mais de 30 anos, constrói aproximações à representação do espaço português. 
[Duarte Belo]