terça-feira, 24 de novembro de 2015

A Guerra do Fogo J.-H. I Rosny Aîné


A Guerra do Fogo
J.-H. Rosny Aîné

Tradução e apresentação de Aníbal Fernandes

ISBN: 978-989-8618-94-8

Edição: Novembro de 2015

Preço: 15,09 euros | PVP: 16 euros
Formato: 14,5 × 20,5 cm (brochado, com badanas)
Número de páginas: 256


«O poeta da Pré-História», chamaram-lhe.
A bravia idade do homem.
Quando o Fogo era o poder.

Conheciam enfim o Fogo — a mais terrível e doce das coisas vivas — suficientemente forte para destruir toda uma savana e toda uma floresta com os seus mamutes, rinocerontes, leões, tigres, ursos, auroques e uros. Naoh fora desde sempre fascinado pela vida do Fogo. Tinha, como os animais, necessidade de uma presa; alimentava-se com ramos, ervas secas, gordura; e acrescentava-se. Cada Fogo nasce de outros Fogos; todos os Fogos podem morrer. Mas a dimensão de um Fogo é ilimitada embora se deixe, por outro lado, separar em intermináveis bocados, podendo cada um dos seus pedaços viver. Decresce quando o privam de alimento; faz-se tão pequeno como uma abelha, uma mosca, e pode no entanto renascer ao longo de um talo de erva e tornar-se vasto como um pântano. É e não é um animal. Não tem patas nem corpo rastejante mas adianta-se aos antílopes; voa sem asas nas nuvens; não tem garganta e sopra, rosna, ruge; sem mãos nem garras apodera-se por completo da vastidão… Naoh amava-o, detestava-o e temia-o. 
[J.-H. Rosny Aîné]



J.-H. Rosny Aîné [Bruxelas, 1856-Paris, 1940], pseudónimo de Joseph Henri Honoré Boex, é um dos fundadores da ficção científica moderna. A «obra fantástica» de Rosny inclui narrativas pré-históricas, como Vamireh (1892, escrito em conjunto com o seu irmão mais novo) e A Guerra do Fogo (1909); e de ficção científica, entre as quais se destacam Le Cataclysme (1888, reeditado em 1896), Un autre monde (1895), La mort de la Terre (1910), La Force mystérieuse (1913), Les Navigateurs de l’infini (1925). Em 1897 recebeu a Medalha Francesa da Légion d’honneur e em 1903 foi indicado para o primeiro Júri do Prémio Goncourt juntamente com o irmão. J.-H. Rosny esteve envolvido com a academia Goncourt e foi seu presidente em 1926.

Hamlet-Rei (Luís II da Baviera) I Guy de Pourtalès


Hamlet-Rei (Luís II da Baviera)
Guy de Pourtalès

Tradução e apresentação de Aníbal Fernandes

ISBN: 978-989-8618-95-5

Edição: Novembro de 2015

Preço: 14,15 euros | PVP: 15 euros
Formato: 14,5 × 20,5 cm (brochado, com badanas)
Número de páginas: 176


«Um eterno enigma, é o que eu quero ser
para mim e para os outros.»

Guy de Pourtalès escreveu na primeira edição do seu livro: «as três figuras de Liszt, Chopin e Luís II parecem-me revelar os sintomas exactos dessa longa e talvez incurável doença dos homens que se chama o romantismo. Para juntar tudo isto em três palavras: Liszt é o amor; Chopin é a dor; e Luís II é a ilusão.» E acrescenta: «Em Luís II da Baviera, a beleza foi a única forma do amor. E se hoje a sua vida só me parece impotência e loucura, tanto mais o seu drama me emociona por ter sido vivido para a ilusão. No entanto, este tímido ruborizado teve audácias de César, e na Europa do fim do século XIX foi o último grande artista a usar coroa. Desde aí, Luís II fica com um rosto poético, assume um valor representativo. É excepcional como personagem de tragédia. E, muito naturalmente, ao estudar a sua história comecei a todo o momento a ler Hamlet onde estava Luís.»

Guy de Pourtalès [Berlim, 1881-Lausanne, 1941] […], se num primeiro momento de afirmação foi apenas tradutor de Shakespeare […], não tardaria a expor-se como ensaísta, como memorialista, e num alargado espaço de vinte anos como escritor de oito obras submetidas ao título L’Europe romantique, as que viriam a associar dois romances a seis biografias. Esta Europa romântica de Guy de Pourtalès revê-se em histórias instaladas nas margens do lago Leman — as margens que tinham sido cenário de eleição na sua juventude, as que ele voltava a amar nos romances Marins d’eau douce (1919) e Montclar (1926) — e escolhe biografias de homens ligados de perto a importantes momentos musicais do século XIX, todos contemporâneos ou mesmo próximos por amizades e ambientes, todos a gravitarem num mesmo espaço cultural. Começa com La vie de Franz Liszt (1925) e prolonga-se com Chopin ou le poète (1926), Louis II de Bavière ou Hamlet-Roi (1928), Nietzsche en Italie (1929), Wagner, histoire d’un artiste (1932) e por fim Berlioz et l’Europe Romantique (1939). 
Exteriormente a esta Europa Romântica foi autor de La Pêche miraculeuse […], em 1937 a escolha dos que atribuíam o Grande Prémio da Academia Francesa. 
[Do Prefácio de Aníbal Fernandes]




Um Sol Esplendente nas Coisas – cartas de Mário Cesariny para Alberto de Lacerda


Um Sol Esplendente nas Coisas – cartas de Mário Cesariny para Alberto de Lacerda

Edição de Luís Amorim de Sousa

ISBN: 978-989-8618-86-3

Edição: Outubro de 2015

Preço: 13,21 euros | PVP: 14 euros
Formato: 14,5 x 20,5 cm (brochado, com badanas)
Número de páginas: 144

[Em colaboração com a Fundação Cupertino de Miranda]


Livro publicado por ocasião dos IX Encontros Mário Cesariny realizados na Fundação Cupertino de Miranda, em Vila Nova de Famalicão, de 26 a 28 de Novembro de 2015.

Conduzido pelo Alberto [de Lacerda] o Mário [Cesariny] conheceu poetas, escritores, gente ligada ao mundo da cultura, andou pelas galerias do West End, bisbilhotou livrarias e cultivou amizades. Entre os amigos londrinos mais estimados figurava Paula Rego. Mas será erro pensar que a relação entre os dois, Alberto e Mário, se confinou à experiência de uma Londres que, durante um certo tempo, partilharam, mas que viveram tão diferentemente. Onde o Mário navegava como um nauta em mares distantes, Alberto estava possuído dos mistérios da cidade. Outros interesses os aproximavam. O prazer da descoberta, e amigos que cultivavam fora de Londres também, noutras paragens: os casais Vieira e Arpad, e Octavio e Marie Jo Paz, para citar só dois exemplos. E livros, é claro, e quadros, e Lisboa, e a poesia. Sempre, sempre, a poesia. De tudo isso há registos nas «recordações» que o Alberto foi guardando do seu amigo Mário Cesariny. Recordações que são cartas, fotografias, obras de arte, folhas volantes, recortes de jornal. […] O que há para descobrir de Cesariny no mundo íntimo de Alberto de Lacerda excede em muito os contornos deste livro. Mas nesse mundo e sempre nos dois sentidos, resplendem admiração e amizade que o tempo nunca deixou de sustentar. Nenhum deles desejou que fosse uma amizade literária. O que a define é uma alta camaradagem marcada, muito ao contrário, pelo desejo de aventura e de magia com que Alberto e Cesariny sempre quiseram viver.
[da Introdução de Luís Amorim de Sousa]


Meu querido Londrino
Gosto muito do seu poema, forma, ou mais força que forma, embora forma também, ou sobretudo — isto, assim, nunca mais acaba e a caneta é nova e é péssima.
O que eu queria dizer é que este poema é muito parecido consigo, espécie de relação nove-dez de si com o mundo ou dele com a poesia. Se é uma série mande mais, se não é série, mande outros. Para lhe descrever o meu estado de espírito de há meses teria de ir procurar algumas formas espanholas, mas antes do século de oiro, do terror, do frio, e da solidão. Soledad. 
[Mário Cesariny]

Imagens Proféticas e Outras – 4.º volume I João Bénard da Costa


Imagens Proféticas e Outras – 4.º volume
João Bénard da Costa

Edição de Lúcia Guedes Vaz

ISBN: 978-989-8566-92-8

Edição: Novembro de 2015

Preço: 16,98 euros | PVP: 18 euros

Formato: 14,5 x 20,5 cm

Número de páginas: 272 (com reproduções a PB)


A escrita de Bénard, costurada em digressões permanentes, parêntesis e alvéolos, mostra, além disso, como a palavra é inseparável da memória. Nos ambientes gregos inspirados, ela era tida por omnisciência de carácter divinatório, expressa no mantra: «o que é, o que será, o que foi». Nos meios judaicos e cristãos, era interpretada pelo binómio profecia e cumprimento. A memória não é apenas o suporte da palavra: é, sobretudo, a potência (poética, maiêutica…) que confere ao verbo o seu estatuto de significação máxima.
[José Tolentino Mendonça, no Prefácio ao 1.º Volume]

João Pedro Bénard da Costa [Lisboa, 1935-Lisboa, 2009], foi crítico de cinema e ensaísta. Licenciou-se em Ciências Histórico-Filosóficas pela Faculdade de Letras da Universidade Clássica de Lisboa em 1959. Em 1963 tornou-se cofundador e, mais tarde, chefe de redacção e director da revista O Tempo e o Modo. Seis anos depois, assumiu a coordenação do Sector de Cinema do Serviço de Belas-Artes da Fundação Calouste Gulbenkian, função que desempenharia até 1991. Entre 1973 e 1980 foi professor de História do Cinema da Escola Superior de Cinema do Conservatório Nacional, e, em 1980, foi nomeado subdirector da Cinemateca Portuguesa, tornando-se, em 1991, seu director.
Publicou, ao longo da sua vida, várias obras de filosofia, pedagogia e história do cinema. Entre outras homenagens, foram-lhe concedidas, em 1990, as comendas de Oficial das Artes e das Letras de França e a Ordem do Infante D. Henrique; em 1995 foi destacado com o Prémio de Estudos Fílmicos da Universidade de Coimbra; em 1997 foi nomeado Presidente da Comissão do Dia de Portugal de Camões e das Comunidades Portuguesas – cargo, aliás, que continuaria a ocupar nos anos seguintes; e, em Dezembro de 2001, foi galardoado com o Prémio Pessoa.
Publicou, ao longo da sua vida, várias obras de filosofia, pedagogia e história do cinema. Entre outros títulos, destacam-se os livros Alfred Hitchcock (1982), Luis Buñuel (1982), Fritz Lang (1983), Nicholas Ray (1984), Emmanuel Mounier (1960), Os Filmes da Minha Vida (1990), Histórias do Cinema Português (1991), Muito Lá de Casa (1993) e O Cinema Português Nunca Existiu (1996).

Artigos Portugueses (edição aumentada) I Miguel Tamen


Artigos Portugueses
edição aumentada

Miguel Tamen

ISBN: 978-989-8566-95-9

Edição: Novembro de 2015

Preço: 14,15 euros | PVP: 15 euros
Formato: 14,5 × 20,5 cm
Número de páginas: 192



A primeira edição deste livro foi publicada em 2002. Não mudei muito de ideias, mas fui entretanto escrevendo e nalguns casos publicando coisas que acho agora que podiam ter pertencido ao conjunto original. O que definia o conjunto original, e continua a definir este conjunto, não é coligir tudo o que escrevi sobre autores portugueses: é coligir coisas que escrevi sobre autores portugueses que admiro. Sete dos catorze capítulos desta edição são novos. 
[do «Prefácio à Edição Aumentada»]

O meu interesse por literatura portuguesa, como aliás suponho que o de quase toda a gente, sempre foi selectivo, ocasional e privado. Estes três adjectivos descrevem bem, a meu ver, o livro que se segue […]
[Miguel Tamen]

Miguel Tamen é professor e Director do Programa em Teoria da Literatura na Universidade de Lisboa. Foi desde 2000 professor visitante na Universidade de Chicago. Foi também senior fellow no Stanford Humanities Center (2003/4) e Rockefeller Fellow no National Humanities Center (2010/1). É autor de seis livros, entre os quais Friends of Interpretable Objects (Harvard UP, 2001; trad. port. D. Antunes, Assírio & Alvim, 2003) e What Art Is Like, In Constant Reference to the Alice Books (Harvard UP, 2012), para além de artigos, traduções e edições. Artigos Portugueses foi publicado em primeira edição pela Assírio & Alvim em 2002. É agora republicado numa edição muito aumentada.

Lourdes Castro. Todos os Livros – catálogo comprovado



Lourdes Castro. Todos os Livros – catálogo comprovado
Lourdes Castro

Textos de Paulo Pires do Vale, Johanna Drucker, José Luís Porfírio

ISBN: 978-989-8618-78-8

Edição: Outubro de 2015

Preço: 37,74 euros | PVP: 40 euros
Formato: 24 × 34 cm (brochado)
Número de páginas: 160 (com imagens a cores)

Edição bilingue: português-inglês

[em colaboração com a Fundação Calouste Gulbenkian]

Este livro foi publicado por ocasião da exposição «Todos os Livros», de Lourdes Castro, com curadoria de Paulo Pires do Vale, realizada pela Biblioteca de Arte da Fundação Calouste Gulbenkian, na Galeria de exposições temporárias do Museu Calouste Gulbenkian, de 9 de Julho a 26 de Outubro de 2015.

A exposição que agora se apresenta, «Lourdes Castro. Todos os livros», reúne os livros que a artista realizou desde 1956 até ao presente, muitos deles expostos agora pela primeira vez. Esta escolha da Biblioteca de Arte para realizar a sua primeira exposição vem, por um lado, dar continuação a uma ligação entre Lourdes Castro e a Fundação Calouste Gulbenkian que remonta à década de 1950, quando à artista foi atribuída uma das primeiras bolsas de estudo concedidas pela Fundação a artistas portugueses, permitindo-lhes procurar no exterior a formação artística que em Portugal não encontravam. Representada na colecção do Centro de Arte Moderna, a obra de Lourdes Castro tem sido objecto de diversas exposições […].
Dos livros que se mostram — que pertencem, na sua maioria, à colecção particular da artista — encontram-se os primeiros que realizou, onde os seus desenhos se relacionam e iluminam a palavra dos textos de poetas como Rilke, Rimbaud, Apollinaire e Herberto Helder, e aqueles onde começou a utilizar o rodhoïde o plexiglas, criando livros-objectos.
Muitos destes livros são únicos e outros tiveram edições limitadas, feitas em serigrafia; alguns resultaram da colaboração com escritores, como Benjamin Patterson, outros ainda da recolha sobre um tema da sua predilecção. Foram muitas as possibilidades que a estrutura do livro permitiu que explorasse e fica evidente, nos muitos livros que Lourdes Castro criou, o interesse e o afecto que a artista tem por este dispositivo, desde a concepção, com René Bertholo, da revista e editora KWY, até hoje. Entre os livros inéditos, é apresentado pela primeira vez, emoldurando-se individualmente as suas folhas, Un autre livre rouge, um livro feito em Paris no início dos anos 1970, em colaboração com Manuel Zimbro. [Ana Paula Gordo]

Un autre livre rouge I Lourdes Castro


Un autre livre rouge
Lourdes Castro

Design e concepção gráfica de Lourdes Castro e Manuel Rosa

ISBN: 978-989-8618-79-5

Edição: Outubro de 2015

Preço: 47,17 euros | PVP: 50 euros
Formato: 24 × 34 cm (brochado)
Número de páginas: 240

[em colaboração com a Fundação Calouste Gulbenkian]

Un autre livre rouge foi publicado por ocasião da exposição «Todos os livros», de Lourdes Castro, realizada pela Biblioteca de Arte da Fundação Calouste Gulbenkian, na Galeria de exposições temporárias do Museu Calouste Gulbenkian, com curadoria de Paulo Pires do Vale, de 9 de Julho a 26 de Outubro de 2015.

Imaginação & Ironia I Costa Pinheiro



Imaginação & Ironia

Texto, imagens e arranjo gráfico

Costa Pinheiro

Prefácio de Bernardo Pinto de Almeida

ISBN: 978-989-8618-93-1

Edição: Novembro de 2015

Preço: 14,15 euros | PVP: 15 euros
Formato: 15,7 × 21 cm (brochado, com badanas)
Número de páginas: 104 (imagens a cores e preto e branco)

[em colaboração com a São Roque – Antiguidades e Galeria de Arte]


Este livro de Costa Pinheiro foi publicado pela primeira vez em língua alemã com o título Imagination & Ironie, pela Starczewski Verlag, em 1970, com arranjo gráfico também do autor. Alguns anos mais tarde a Galeria 111 publicou um folheto com a tradução portuguesa dos textos originais em alemão e francês, feita por Costa Pinheiro.

Esta edição São Roque – Antiguidades e Galeria de Arte | Documenta respeita o design gráfico da edição original alemã, premiada pela Fundação Erika-Reuter Lemförde, em 1970.

A ironia? Também acredito que seja absolutamente necessária. Quando eu era pequeno, achava a situação de um pinto a sair do ovo extremamente irónica… Mais tarde, achei de pura ironia o facto de a Terra estar suspensa no espaço.

Mais tarde, ainda, compreendi que as pessoas que não têm ironia, perderam qualquer coisa na sua vida que lhes é especialmente importante. De resto: os cientistas devem saber como é cheio de ironia (muitas vezes) o seu trabalho de investigação. Pensei muitas vezes também que em cada pessoa vive uma «criança»… mas o que já não acho nada irónico é que a matem… [Costa Pinheiro]

Figura cimeira da arte portuguesa do séc. XX, Costa Pinheiro nasce em Moura em 1932. Bolseiro do Ministério da Cultura da Baviera, estudou na Academia de Belas-Artes de Munique. Posteriormente, como Bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian, instala-se em Paris em 1960, onde funda o grupo KWY, em conjunto com Lourdes Castro, João Vieira, Gonçalo Duarte, René Bertholo, José Escada e ainda Jan Voss e Christo. Em 1963 regressa a Munique e passa a desenvolver a sua actividade artística entre esta cidade e o Algarve. Amigo de Joseph Beuys, um dos artistas mais relevantes da segunda metade do século XX, Costa Pinheiro chega a ser convidado por ele para ensinar na Academia de Belas-Artes que dirigia em Düsseldorf. Morre a 9 de Outubro de 2015.

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Prémio de Crítica e Ensaística de Arte e Arquitectura para David Santos e Pedro Bandeira

 

PRÉMIOS DE CRÍTICA E ENSAÍSTICA DE ARTE E ARQUITETURA

AICA / FUNDAÇÃO CARMONA E COSTA

ATRIBUÍDOS EX AEQUO A DAVID SANTOS E PEDRO BANDEIRA



O júri do Prémio de Crítica e Ensaística de Arte e Arquitectura AICA/ Fundação Carmona e Costa, constituído por Raquel Henriques da Silva, Ricardo Carvalho e presidido por João Silvério, decidiu atribuir ex aequo o Prémio relativo ao biénio 2013/2014 a David Santos e Pedro BandeiraO prémio promovido pela Secção Portuguesa da Associação Internacional de Críticos de Arte, no valor de 10.000 euros, é o resultado da parceria com a fundação carmona e costa

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

O Livro Branco seguido de O Fantasma de Marselha I Jean Cocteau


O Livro Branco seguido de O Fantasma de Marselha
Jean Cocteau

Tradução e apresentação de Aníbal Fernandes

ISBN: 978-989-8618-82-5

Preço: 11,32 euros | PVP: 12 euros
Formato: 14,5 × 20,5 cm (brochado, com badanas)
Número de páginas: 136


Por mais atrás que eu volte, encontro rastos do meu gosto por rapazes.


[…] no Hotel de l’Étoile, […] Cocteau passa ao papel palavras do que virá a chamar-se O Livro Branco, autobiografia sexual cortada por atrições místicas, cheia de máscaras e portas falsas. Os reconhecidos símbolos da sua futura obra já ali se alinham num cortejo anunciador de homens-cavalos, ciganos, marinheiros, espelhos onde o narciso se reflecte e vence a superfície que o mostra a envelhecer, a aproximar-se da morte. São personagens e objectos, dirá ele, que ao correrem para a sua verdade o arrastavam até à mentira; são o coração e os sentidos a formarem uma tal mistura, que lhe parece difícil comprometer aquele ou estes sem o resto ir atrás. [Aníbal Fernandes]

Jean Cocteau [Maisons-Laffitte, 1889-Milly-la-Forêt, 1963] foi poeta, dramaturgo, encenador, cineasta, pintor e escultor. Participou em todos os movimentos da sua época, desde os Ballets Russes ao surrealismo, de cujo grupo foi membro activo. Enveredou também pela música e escreveu libretos para obras de Stravinski, Darius Milhaud e Eric Satie. As suas relações de amizade e colaborações incluíam artistas de todas as áreas, entre eles Pablo Picasso, Modigliani, Apollinaire, Satie, Jean Anouilh, Jean Marais, Henri Bernstein e Édith Piaf. Em 1919, publicou o seu primeiro livro, Le Potomak, seguido de Thomas l’imposteur (1923), Orphée (1926), Le Livre Blanc (1928), Les Enfants terribles (1929), La Voix humaine (1930), La Machine infernale (1934), Les Parents terribles (1938) e Bacchus (1951), entre romances, peças de teatro e poesia.


terça-feira, 27 de outubro de 2015

Verdes Moradas I W.H. Hudson

Verdes Moradas
W.H. Hudson

Tradução e apresentação de José Domingos Morais

ISBN: 978-989-99307-1-1

Preço: 22,64 euros | PVP: 24 euros
Formato: 14,5 × 20,5 cm (brochado, com badanas)
Número de páginas: 336


Abel […] depara com alguém que tem forma humana, uma jovem de grande beleza que convive com a natureza, conhece as árvores e as ervas, é amiga das aves, das borboletas e dos insectos, dos animais, tanto dos que rastejam como dos que trepam pelas árvores ou andam a trote pelas campinas. O amor surge, não se sabe de onde, visita Abel e Rima — é este o nome da rapariga da floresta — e ambos se apaixonam. Abel descobre que a felicidade é possível de alcançar se porventura ele for capaz de viver em paz com a Natureza, respeitá-la e admirá-la e não a maltratar. E o lugar da felicidade será a sua verde morada.

Tal como Rima e tal como Abel, W.H. Hudson amava a Natureza e a Vida, embora esta nem sempre lhe tenha corrido como desejaria […]. Mas estou certo de que ao erguer-se, num local como Hyde Park, uma estátua de Rima, provavelmente a personagem mais amada por William Henry Hudson entre todas as que criou, ter-se-á prestado ao escritor […] não só a homenagem que merecia, mas ainda a que melhor se enquadra na mensagem que nos deixa, e que é um convite e um desafio para amar e proteger a Natureza e a Vida. [José Domingos Morais]

Exúvia, Gelo e Morte – A arte de Rui Chafes depois do fim da arte I Luís Quintais


Exúvia, Gelo e Morte – A arte de Rui Chafes depois do fim da arte
Luís Quintais

ISBN: 978-989-8566-93-5

Preço: 14,15 euros | PVP: 15 euros
Formato: 14,5 × 20,5 cm (brochado)
Número de páginas: 120

Edição bilingue: português-inglês

[Em colaboração com a Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão (Ala da Frente)]

Este livro foi publicado por ocasião da exposição «Exúvia», de Rui Chafes, com curadoria de António Gonçalves, em colaboração com a Galeria Filomena Soares, realizada na Galeria Ala da Frente, em Vila Nova de Famalicão, de 17 de Outubro de 2015 a 23 de Janeiro de 2016.

Uma medida de melancolia ou uma hipótese elegíaca torna-se manifesta. O trabalho de Rui Chafes adquire tonalidades que o colocam do lado de uma certa consciência de que vivemos num mundo onde a beleza é um dilaceramento, uma contemplação do gelo, um confronto com uma inscrição violenta e ilegível que percorre a pele da terra, da Natureza, do rosto de humanos nas grandes metrópoles do abandono […]. [Luís Quintais]

Afinidades Electivas. Julião Sarmento Coleccionador




Afinidades Electivas. Julião Sarmento Coleccionador
Edição de Delfim Sardo

ISBN: 978-989-8618-83-2

Preço: 42,45 euros | PVP: 45 euros
Formato: 23 × 32 cm (brochado)
Número de páginas: 434 (com imagens a cores)

Edição bilingue: português-inglês

[Em colaboração com a Fundação Carmona e Costa e a Fundação EDP]


Catálogo publicado por ocasião da exposição «Afinidades Electivas. Julião Sarmento coleccionador», comissariada por Delfim Sardo e apresentada na Fundação EDP – Museu da Eletricidade, de 16 de Outubro de 2015 a 3 de Janeiro de 2016, e na Fundação Carmona e Costa, de 17 de Outubro a 12 de Dezembro de 2015.

Ao longo da vida, Julião Sarmento [Lisboa, 1948] fez as suas obras encontrarem as obras daqueles a quem muitas vezes chamou amigos. Elas encontraram-se e trocaram de lugar e de posse: o que era dele passou a ser deles e o que era deles passou a ser dele. E quando não foi assim, foi como se tivesse sido. Delfim Sardo chamou, por isso, a esta exposição «Afinidades Electivas» — e desta maneira Goethe foi para aqui chamado com tudo o que isso significa de uma energia vital que se abre à abundância variada, colorida e complexa do mundo.

Ao olharmos as muitas obras dos muitos artistas desta Colecção, conhecemos o íman de uma personalidade, a forma de uma vida, a intensificação de uma obra, a extensão de uma viagem, a fertilidade de um convívio. A regra que aqui se decifra é aquela estabelecida um dia por Charles Fourier: «As atracções (e os encontros) são proporcionais aos destinos.» [José Manuel dos Santos]

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Duas Mesas Uma Consola I José Pedro Croft


Duas Mesas Uma Consola
José Pedro Croft

Texto de Hellmut Whol

ISBN: 978-989-8618-81-8

Preço: 14,15 euros | PVP: 15 euros
Formato: 15,3 × 21,6 cm (encadernado)
Número de páginas: 56 (com imagens a cores)

Edição bilingue: português-inglês

[Em colaboração com a Galeria Bessa Pereira]


Este livro foi publicado por ocasião da exposição «Duas Mesas Uma Consola», de José Pedro Croft, realizada na Galeria Bessa Pereira — Design do Séc. XX, em Lisboa, de 24 de Setembro a 2 de Novembro de 2015.

[…] As três peças na exposição — uma mesa rectangular com uma dupla plataforma em pinho nórdico numa base de pau-rosa, uma mesa de apoio com duas interpenetrantes plataformas circulares em pau-rosa, com arestas em aço escovado, e uma consola em pinho nórdico — destinam-se a serem usadas. Concebidas tendo em mente o espaço da galeria onde são mostradas, são aquilo que são, e, enquanto peças de mobiliário, não foram transformadas naquilo que não são. [Hellmut Whol]

José Pedro Croft nasceu no Porto em 1957, vive e trabalha em Lisboa. Estudou pintura na ESBAL e escultura com João Cutileiro. A sua obra transita sem hierarquias entre escultura, desenho e gravura. Está representado em numerosas colecções.

Vasco Araújo. Demasiado Pouco, Demasiado Tarde


Vasco Araújo. Demasiado Pouco, Demasiado Tarde

Textos de Nuno Faria, Vasco Araújo, Isabela Figueiredo, Pepetela

ISBN: 978-989-8618-77-1

Preço: 14,15 euros | PVP: 15 euros
Formato: 16 × 24 cm (brochado)
Número de páginas: 144 (a cores e a preto e branco)

Edição bilingue: português-inglês

[Co-edição: A Oficina, CIPRL]


Catálogo publicado por ocasião da exposição de Vasco Araújo «Demasiado Pouco, Demasiado Tarde», apresentada na Plataforma das Artes e da Criatividade / CIAJG, Guimarães, de 25 de Abril a 27 de Setembro de 2015.

O trabalho de Vasco Araújo (Lisboa, 1975) tem incidido de forma sistemática sobre a história do colonialismo europeu e sobre os seus efeitos tragicamente duradouros, do ponto de vista das dinâmicas relacionais de poder e de submissão entre homens de lugares e culturas diferentes.

[…] aquilo que torna particular a investigação do artista em torno desta temática é o seu interesse nas relações domésticas, íntimas, não confessadas, entre-muros, à volta da mesa e na cama — relações tanto mais problemáticas, e consequentemente difíceis de circunscrever, quanto difusas, turvas, que misturam o exercício de poder, de controlo e de domínio com uma tessitura de relações humanas, de ordem afetiva ou sexual.

O artista traz para o seu terreno de investigação ferramentas e dados usados e recolhidos por outras disciplinas, tais como a história, a antropologia, a sociologia, para construir narrativas que se materializam em vídeo, escultura, pintura e fotografia. A exposição, produzida especificamente para o CIAJG, cruza diversas fontes, visuais ou de texto, recorre à história oral ou de proximidade, à literatura, ao património visual, da pintura de história à história da fotografia. [Nuno Faria]

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

terça-feira, 22 de setembro de 2015

Os Ombros da Marquesa – e outras ironias I Émile Zola

Os Ombros da Marquesa – e outras ironias
Émile Zola

Tradução e apresentação de Aníbal Fernandes

ISBN: 978-989-99307-0-4

Preço: 13,21 euros | PVP: 14 euros
Formato: 14,5 × 20,5 cm (brochado, com badanas)
Número de páginas: 160



Um Zola irónico, um Zola-outro, excêntrico à grave dureza do mundo 
dos seus Rougon-Macquart.


O Émile Zola contista — os seus momentos do romancista em férias — mostra-se exímio a garantir, entre as balizas do espaço que os jornais lhe determinavam, e com grande eficácia, todos os efeitos que imaginou para uma história. Fê-lo sob diferentes humores. Encontramo-lo romântico, dramático, cómico, fantástico, afastado do naturalismo das suas obras centrais e muitas vezes a solicitar-nos aquela «voluntária suspensão da incredulidade» que Coleridge citou como essencial à fruição máxima de certas obras literárias. [Aníbal Fernandes]


«Desde há quinze meses a marquesa está desolada, desesperada, aniquilada. Tem pavorosas enxaquecas, maus humores terríveis. Bate com impaciência nas suas criadas de quarto; e a si mesma bateria, se não tivesse respeito pela sua encantadora pessoa. Ai de mim! Desde há quinze meses a marquesa não frequentou o mais insignificante baile, não teve uma única ocasião para mostrar os ombros.

Já vos falei do bom tempo destes ombros famosos, os mais sólidos sustentáculos do Segundo Império. Ela mostrava-os até aos rins, até ao bico dos seios, e convertia os mais austeros às maravilhas do regime. Foram esses ombros que fizeram, junto dos ministros, nas embaixadas, aplaudir a guerra do México e as outras tolices de Bonaparte. M. Rouher nunca teria consentido no segundo plebiscito se esses ombros lhe não tivessem garantido a vitória.

Estaria a carreira destes ombros terminada? Ela teria de reformar-se, seguindo o exemplo de certos marechais do Império? Já tinham deixado de combater! Ficariam metidos no estojo, quero eu dizer na blusa, como velhas armas enferrujadas com um interesse que só era arqueológico!» [Émile Zola]


Edição & Utopia – Obra gráfica de Júlio Pomar


Edição & Utopia – Obra gráfica de Júlio Pomar
Júlio Pomar

Textos de Sara Antónia Matos, Maria Teresa Cruz, Pedro Faro

ISBN: 978-989-8618-68-9

Preço: 14, 15 euros | PVP: 15 euros
Formato: 17 × 21 cm (brochado)
Número de páginas: 160 (com imagens a cores)

[Em colaboração com os Cadernos do Atelier-Museu Júlio Pomar]

Livro publicado por ocasião da exposição «Edição & Utopia — Obra gráfica de Júlio Pomar», apresentada no Atelier-Museu Júlio Pomar de 24 de Outubro de 2014 a 8 de Março de 2015.

O que leva um artista a fazer edições e tiragens de múltiplos de uma mesma imagem? A exposição «Edição e Utopia – Obra gráfica de Júlio Pomar» procura levantar um conjunto de questões relacionadas com as práticas da gravura, da serigrafia e, lato sensu, das formas de reprodução de imagens. O que motiva, em diferentes momentos, o recurso a técnicas que permitem uma multiplicação de imagens? Com que fim?
As práticas da gravação, as edições mais ou menos especiais, as tiragens mais ou menos limitadas, transportam uma espécie de contradição: a difusão e circulação alargada da imagem da obra de arte, cuja natureza singular e irrepetível a torna restrita a um universo especializado – paradoxo que em si mesmo releva uma utopia.

Cristina Ataíde. Ser Linha Ser



Cristina Ataíde. Ser Linha Ser
Cristina Ataíde

Textos de João Pinharanda

ISBN: 978-989-8618-70-2

Preço: 26,42 euros | PVP: 28 euros
Formato: 23 × 28 cm (brochado)
Número de páginas: 128 (com imagens a cores)

Edição bilingue: português-inglês

[Em colaboração com a Fundação Carmona e Costa]


Este livro foi publicado por ocasião da exposição «Ser Linha Ser» realizada na Fundação Carmona e Costa entre 9 de Julho e 3 de Outubro de 2015.

O trabalho de Cristina Ataíde, a partir da energia positiva que o determina, coloca-nos num campo em que a nostalgia da evocação conduz à magia da convocação. A necessidade e a ritualização dessa convocação do mundo está no cerne da sua obra; e a palavra, como a imagem representativa, são os recursos que usa para enfrentar a violenta diferença de escalas entre a representação microcósmica que a arte nos fornece e a realidade macrocósmica que, em vão, pretendemos abranger ou compreender. As escolhas, no seu trabalho, não são tanto tarefas de exclusão mas de distinção (embora, às vezes, também, de fusão): por exemplo, entre o alto e o baixo, a natureza e o humano, o céu e a terra, entre o bem e o mal, entre a precariedade e a duração, entre o eu e os outros… […]
O seu trabalho é memória e poesia: imagens de silêncios pensadas contra o Silêncio, imagens de desertos feitas contra o Deserto. [João Pinharanda]

Cristina Ataíde nasceu em Viseu em 1951. Vive e trabalha em Lisboa. É licenciada em Escultura pela ESBAL e frequentou o curso de Design de Equipamento da mesma escola. Foi directora de produção de Escultura e Design da Madeira, de 1987 a 1996, onde trabalhou com vários artistas como Anish Kapoor, Michelangelo Pistolleto, Keit Sonnier. Professora convidada na Universidade Lusófona em Lisboa de 1997 a 2012. Bolseira da Fundação Calouste Gulbenkian, FLAD, Fundação Oriente e SEC. Realizou diversas residências artísticas. A sua obra, feita muitas vezes em viagem, transita entre a escultura e o desenho passando pela fotografia e o vídeo. Está representada em inúmeras colecções privadas e públicas.

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Fotografia: Modo de Usar


Fotografia: Modo de Usar

Edição e organização de Delfim Sardo, Emília Tavares, Sérgio Mah

ISBN: 978-989-8618-71-9

Preço: 33,01 euros | PVP: 35 euros
Formato: 22 × 29,3 cm (encadernado)
Número de páginas: 320
(com imagens a cores e a preto e branco)

Edição em português

[Em parceria com o Novo Banco]

O objetivo central que presidiu a esta publicação foi a de produzir uma visão alargada da fotografia que hoje se pratica em Portugal no campo das artes visuais e deixando de lado um pensamento disciplinar sobre a fotografia. Poderíamos dizer que se centrou mais no campo do fotográfico do que no campo da fotografia enquanto tal — ou seja, no campo da fotografia que possui uma expressão que passa por uma integração numa tradição (por mais ficcionada que ela seja) de uma história da fotografia. Não é, portanto e também, um livro de história da fotografia, embora possa contribuir para alguma sistematização a partir dos seus praticantes, mas é-lhe central a condição de que a reflexão sobre a fotografia tem conhecido desenvolvimentos muito interessantes no interior do campo cultural das artes visuais, mais do que no campo específico disciplinar da fotografia — o que, aliás, não é mais do que uma consequência da diluição disciplinar que o último meio século generalizou. [Delfim Sardo]

Photography: A User’s Manual


Photography: A User’s Manual

Edição e organização de Delfim Sardo, Emília Tavares, Sérgio Mah

ISBN: 978-989-8618-75-7

Preço: 33,01 euros | PVP: 35 euros
Formato: 22 × 29,3 cm (encadernado)
Número de páginas: 320
(com imagens a cores e a preto e branco)

Edição em inglês

[Em parceria com o Novo Banco]

In order to clarify the history and methodology of this publication, we should first say that it is intended as broad and inclusive overview of the photography now being produced in Portugal within the context of the visual arts, while avoiding a disciplinary analysis of photography. We could say that this book is more focused on the field of the photographic than in the field of photography itself — this is, on the field of photography as an expression that is subsidiary to a tradition (however fictional it may be) included in a history of photography. Therefore, this book does not claim to pertain to the discipline of the history of photography, even if it can be used as a source and contribute to some systematization of the field. A key issue in this publication, the claim that the reflection on photography has had very interesting developments within the cultural field of the visual arts, much more than within the specific disciplinary field of photography — something that should be seen as a consequence of the widespread dilution of disciplinary boundaries in the last five decades. [Delfim Sardo]

Prémio Novos Artistas Fundação EDP 2015


Prémio Novos Artistas Fundação EDP 2015

Textos de Filipa Oliveira, João Grama, João Pinharanda, Luísa Santos, Nuno Vicente, Sérgio Mah, Teresa Braula Reis

ISBN: 978-989-8618-67-2

Preço: 23,58 euros | PVP: 25 euros
Formato: 21 × 29,5 cm (brochado)
Número de páginas: 152 (com fotografias a cores)

[Em colaboração com a Fundação EDP]


Catálogo da exposição «Prémio Novos Artistas Fundação EDP», apresentada, nesta 11.ª edição do Prémio, no Museu da Eletricidade, de 26 de Junho a 20 de Setembro de 2015.

«A Fundação EDP procura com este Prémio revelar novos talentos e abrir perspectivas de futuro. A selecção criteriosa e a participação numa exposição colectiva têm-se revelado fundamentais para a afirmação do trabalho de artistas emergentes da arte contemporânea.» [Fundação EDP]

Artistas escolhidos em 2015:

Joana Escoval [Lisboa, 1982]; João Grama [Lisboa, 1975]; Manuel Caldeira [Oeiras, 1979]; Marco Pires [Alcobaça, 1977]; Nuno Vicente [Chartres, França, 1981]; Pollyanna Freire [São Paulo, Brasil, 1982]; Teresa Braula Reis [Lisboa, 1990]; Vasco Futscher [Lisboa, 1987].

Artista premiado em 2015:

Mariana Silva [Lisboa, 1983]

José de Guimarães. Pintura – Suites monumentais e algumas variações


José de Guimarães. Pintura – Suites monumentais 
e algumas variações
José de Guimarães

Textos de Nuno Faria, Luís Jardim, Mário Fontinha, Mesquitela Lima

ISBN: 978-989-8618-73-3

Preço: 14,15 euros | PVP: 15 euros
Formato: 16 × 24 cm (brochado)
Número de páginas: 160 (a preto e branco e a cores)
Edição bilingue: português-inglês

[Co-edição: A Oficina, CIPRL]


Catálogo publicado por ocasião da exposição «José de Guimarães. Pintura – Suites monumentais e algumas variações», apresentada na Plataforma das Artes e da Criatividade / CIAJG, Guimarães, de 25 de Abril a 29 de Setembro de 2015.

No contexto da obra heterogénea de José de Guimarães, a pintura emerge como o principal continente, o território de onde tudo parte e aonde tudo chega. Trata-se de uma produção imensa, plural nos formatos e suportes, marcada pelas diversas incursões que o artista tem feito pelas mais distantes regiões do mundo. Uma produção porosa, aberta à experimentação, em que se pode discernir com nitidez as diferentes conquistas, as influências, os processos de maturação, a reinvenção formal, a proliferação dos materiais, a construção de um imaginário povoado de bestiários e marcado pela sucessão de diferentes alfabetos ideográficos. […]

A exposição dá particular destaque ao período angolano, um dos mais estimulantes de todo o percurso de JG, reunindo um conjunto de trabalhos produzidos entre 1967 e 1974 que remetem para uma prática expandida da pintura, em termos de suportes, técnicas e materiais, mas sobretudo pelo seu forte pendor experimental e crítico,operando, então, uma inédita e idiossincrática síntese entre a arte pop europeia e os signos que aprendia no seu contacto com a cultura africana. […]

Com mais uma exposição monotemática dedicada ao trabalho de José de Guimarães, o CIAJG prossegue uma das linhas da sua missão: revisitar, reler e reapresentar a obra de um autor central do panorama artístico em Portugal, a partir do significativo espólio reunido nas suas reservas. [Nuno Faria]

Andar, abraçar / Walking, holding I Helena Almeida


Andar, abraçar / Walking, holding
Helena Almeida

Texto de Delfim Sardo

ISBN: 978-989-98315-2-0

Preço: 11,32 euros | PVP: 12 euros
Formato: 13 × 20,4 cm (encadernado)
Número de páginas: 80
(com imagens a cores e a preto e branco)

[Edição Novo Banco / Distribuição Sistema Solar]

Catálogo publicado por ocasião da exposição «Andar, Abraçar» de Helena Almeida no espaço BES arte e finança entre 26 de Setembro de 2013 e 9 de Janeiro de 2014.

Esta exposição parte de uma constatação simples: na obra de Helena Almeida há situações recorrentes; entre elas conta-se a apresentação de dois gestos, andar e abraçar, situações que a artista vem a mostrar nas suas imagens fotográficas (e até anteriormente) desde o início da década de 1970.

Ambos os gestos pertencem a um léxico humano primordial. A deslocação de um lugar a outro através de um procedimento que é o de cair um pouco até que um pé impeça a queda, simultaneamente empurrando o chão, é o processo de constituição do caminho. Abraçar (o outro) é o gesto de contacto que marca o vínculo que separa um do outro, que faz com que o sujeito se ligue a um outro, tomado como co-sujeito de uma correspondência. Podemos dizer que estes são gestos fundadores de humanidade. [Delfim Sardo]

Helena Almeida nasceu em Lisboa em 1934, onde vive e trabalha. Licenciou-se em Pintura na Escola de Belas-Artes de Lisboa. Começou a expor em 1961 e individualmente em 1967. Representou Portugal nas Bienais de Veneza em 1982 e 2005.

domingo, 20 de setembro de 2015

Jorge Molder em Serralves


Apresentação dos livros 

Un Dimanche, de Jorge Molder
Negro Teatro de Jorge Molder , de Alberto Ruiz de Samaniego
Rei Capitão Soldado Ladrão, de Jorge Molder. 

24 de Setembro de 2015, quinta-feira, a partir das 19:00 horas

Os três livros em torno da obra de Molder, editados pela Documenta
serão apresentados ao público pelos autores.

Jorge Molder (Lisboa, 1947), Escritor e fotógrafo, tem formação académica em Filosofia pela Universidade Clássica de Lisboa. Fez parte dos quadros da Fundação Calouste Gulbenkian como assessor, desde 1990. A partir de 1994 foi director do Centro de Arte Moderna. Como fotógrafo, Jorge Molder tem um muito relevante percurso nacional e internacional. Foi artista convidado na Bienal de São Paulo em 1994 e representou Portugal na Bienal de Veneza em 1999. Em 2007 ganhou o prémio AICA e, em 2010, o Grande Prémio EDP/Arte.

Alberto Ruiz de Samaniego (1966), professor de Estética da Universidade de Vigo. É autor, entre outros, dos livros: Maurice Blanchot: una estética de lo neutro (1999); Semillas del tiempo (1999); La inflexión posmoderna: los márgenes de la modernidad (2004); James Casebere (2005); Belleza de otro mundo. Apuntes sobre algunas poéticas del inmovilismo (2005); Ser y no ser. Figuras en el dominio de lo espectral (2013); Las horas bellas. Escritos sobre cine (2015).



Este livro foi publicado por ocasião da exposição «Jorge Molder – un dimanche…», com curadoria de António Gonçalves, realizada na Galeria Ala da Frente, em Vila Nova de Famalicão, de 30 de Maio a 11 de Setembro de 2015.

Livro publicado por ocasião da exposição de Jorge Molder «Rico pobre mendigo ladrón» no Circulo de Bellas Artes em Madrid, de 5 de Fevereiro a 17 de Maio de 2015.

Catálogo da exposição com o mesmo nome realizada no âmbito da atribuição a Jorge Molder do Prémio Fundação EDP/Arte 2010, apresentada pela Fundação EDP e o Museu Nacional de Arte Contemporânea no Museu do Chiado, de 28 de Novembro de 2013 a 23 de Fevereiro de 2014.

terça-feira, 11 de agosto de 2015

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terça-feira, 16 de junho de 2015

A Imagem-Tempo. Cinema 2 I Gilles Deleuze


A Imagem-Tempo. Cinema 2
Gilles Deleuze

Tradução de Sousa Dias

ISBN: 978-989-8566-98-0

Edição: Maio de 2015

Preço: 23,58 euros | PVP: 25 euros
Formato: 14,5 × 20,5 cm (brochado)
Número de páginas: 448


A teoria do cinema não recai sobre o cinema mas sobre os conceitos do cinema, que não são menos práticos, efectivos ou existentes do que o próprio cinema. Os grandes autores de cinema são como os grandes pintores ou os grandes músicos: ninguém fala melhor do que eles do que fazem. Mas, ao falarem, tornam-se outra coisa, tornam-se filósofos ou teóricos, até mesmo Hawks que não queria saber de teorias, até mesmo Godard quando finge desprezá-las. Os conceitos do cinema não estão dados no cinema. E no entanto são os conceitos do cinema, não teorias sobre o cinema. Pelo que há sempre uma hora, mais cedo ou mais tarde, em que já não se trata de perguntar «o que é o cinema?» mas «o que é a filosofia?». O cinema em si é uma nova prática das imagens e dos signos da qual a filosofia tem de fazer a teoria como prática conceptual. Porque nenhuma determinação técnica, seja aplicada (psicanálise, linguística) ou reflexiva, é suficiente para constituir os conceitos do próprio cinema.

Gilles Deleuze (1925-1995) é hoje internacionalmente considerado como um dos nomes maiores do pensamento contemporâneo. Michel Foucault, outra grande referência da filosofia do nosso tempo, considerava Deleuze o único verdadeiro filósofo de todo o século XX francês. E o italiano Giorgio Agamben, talvez o mais importante filósofo vivo, afirmou algures que o século XX só conheceu dois filósofos da estatura dos grandes clássicos da história da filosofia: o alemão Heidegger e, precisamente, Deleuze. A obra filosófica de Deleuze teve, já em vida do pensador, mas vem tendo entretanto cada vez mais, e por toda a parte, uma extraordinária importância não só na filosofia mas em vários outros domínios, uma vez que essa obra sistematicamente confrontou, de uma forma sempre criativa, a filosofia com a literatura, a psicanálise, o cinema, a pintura, a ciência e a política.