sexta-feira, 23 de junho de 2017

A Geometria do Tempo I Maria José Oliveira


A Geometria do Tempo

Textos de José Gil e de Gisela Rosenthal

ISBN: 978-989-8834-74-4

Edição: Maio de 2017
Preço: 14,15 euros | PVP: 15 euros
Formato: 15 x 21 cm [brochado, a cores]
Número de páginas: 80

Edição bilingue: português-inglês



O esplendor do afecto como uma fulgurância que,
mal se acende, se apaga.


Este livro foi publicado por ocasião da exposição «A Geometria do Tempo», realizada na Fundação Carmona e Costa, entre 21 de Março e 4 de Maio de 2007.


É um objecto misterioso. Aparentemente, um livro de imagens e de escrita. Aparentemente, fala-nos de uma história. Uma história de um corpo. De um corpo no tempo – ou de um tempo do corpo? Tudo se complica quando nos apercebemos de que o tempo que o livro conta envolve o próprio livro. Se é uma história do tempo e o livro pertence à história, então o livro está dentro dele mesmo com uma história que contém um livro que conta uma história… e assim indefinidamente. O livro enrola-se e enovela-se em si próprio, e o espectador é convidado a abri-lo. Como o mostra a própria instalação em que o livro, na última sala, se encontra envolvido pelas suas páginas, no espaço que a precede.
Por isso e por outras razões é um livro misterioso. Um livro antigo, um papiro meio desfeito estabelecem logo um laço de continuidade com o nosso presente, quando os descobrimos. Este, porém, quando o olhamos ou o abrimos continua fechado sobre si mesmo, como uma ilha isolada no tempo. Liga-se connosco pelo exterior mais vasto, por cima do tempo; e vem tocar-nos no mais profundo e íntimo de nós, num interior impessoal, caótico e imemorial onde, em nós, nasce e passa o tempo. 
José Gil


Sentado na penumbra, o visitante da exposição «A Geometria do Tempo» […] manuseia um livro de artista, iluminado apenas por um feixe de luz. Ao abri-lo, abre as portas para um universo construído por imagens e escritas estranhas que o querem levar a um espaço fora do espaço e a um tempo fora do tempo. […] No silêncio da instalação, a sua natureza, simultaneamente íntima e sagrada, evoca um eco longínquo no mais profundo de si próprio. 
Gisela Rosenthal


Maria José Oliveira nasceu em Lisboa, em 1943. Expõe regularmente desde 1982, em Portugal e no estrangeiro. Integra as colecções de arte contemporânea da Fundação Carmona e Costa, da Fundação PT e da Conselharia da Cultura da Extremadura (Espanha). Vive e trabalha em Lisboa.

Estranhos Dias Recentes de um Tempo Menos Feliz


Estranhos Dias Recentes de um Tempo Menos Feliz

Textos de Alexandre Quintanilha, Carmo Sousa Lima, Hugo Dinis, José Neves, 
Miguel Vale de Almeida, Sara Antónia Matos, Tiago Castela

ISBN: 978-989-8834-73-7

Edição: Abril de 2017

Preço: 16,98 euros | PVP: 18 euros
Formato: 17 x 21cm
Número de páginas: 128 [brochado, a cores]

[Em colaboração com o Atelier-Museu Júlio Pomar]

Edição bilingue: português-inglês


Este projecto do curador Hugo Dinis problematiza o modo como os criadores
reagem aos períodos de crise, como e se é possível produzir arte em contextos
adversos, e de que forma isso se reflecte nas obras e discursos produzidos…


Este livro foi publicado por ocasião da exposição «Estranhos Dias Recentes de um Tempo Menos Feliz», a proposta curatorial de Hugo Dinis, vencedor da 2.ª edição do Prémio Atelier-Museu Júlio Pomar / EGEAC 2016, realizada no Atelier-Museu Júlio Pomar de 30 de Março a 21 de Maio de 2017.

A exposição apresenta obras de Júlio Pomar (Lisboa, 1926), André Romão (Lisboa, 1984), Carlos Bunga (Porto, 1976), Igor Jesus (1989), Joana Bastos (Lisboa, 1979), João Leonardo (Odemira, 1974), João Pedro Vale (Lisboa, 1976) & Nuno Alexandre Ferreira (Torres Vedras, 1973), Pedro Barateiro (Almada, 1979) e Rodrigo Oliveira (Sintra, 1978).

[…] os desequilíbrios económicos, sociais e culturais acentuam-se e, sem empatia, marcam definitivamente o fosso entre todos, prevendo que nos canais (de comunicação) que os separam o desespero e a luta sejam as palavras que mais ordenam. Porém, não se tentará aqui nem avaliar as culpas de um passado recente nem prever um futuro por vir, mas sim aflorar quais os sentimentos, as reacções e as reflexões presentes na contemporaneidade.
Nesta óptica, as obras apresentadas na exposição «Estranhos dias recentes de um tempo menos feliz» confluem, em última instância, num rumo comum: a nostalgia da perda, da decadência e da precariedade. 
Hugo Dinis



Hugo Dinis (Lisboa, 1977) vive e trabalha em Lisboa. Licenciado em Pintura na Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa e Pós-graduação em Estudos Curatoriais em cooperação com a Fundação Gulbenkian, Lisboa. Comissariou «Eu (título em construção)» (2015) no Espaço Novo Banco, Lisboa; «A Iminência da Queda» (2009), na Galeria Diário de Notícias, Lisboa; e «Desedificar o homem» (2008), na Galeria Municipal Paços do Concelho, Dois Paços Galeria Municipal e Transforma em Torres Vedras no âmbito do projeto itinerante «Antena» da Fundação Serralves.

Das Sombras do Verão, do Dia e da Noite I Margarida Lagarto


Das Sombras do Verão, do Dia e da Noite

Texto de Filipa Oliveira e Manuel Costa Cabral

ISBN: 978-989-8834-71-3

Edição: Maio de 2017
Preço: 11,32 euros | PVP: 12 euros
Formato: 16,7 x 23 cm [brochado, a cores]
Número de páginas: 56

Edição bilingue: português-inglês



Uma experiência íntima da vivência da natureza,
uma experiência do despojamento e do tempo.


Este livro foi publicado por ocasião da exposição «Margarida Lagarto: Das Sombras do Verão, do Dia e da Noite», com curadoria de Filipa Oliveira e Manuel Costa Cabral, que teve lugar no Fórum Eugénio de Almeida, em Évora, entre 6 de Maio e 2 de Julho 2017, realizada em parceria com a Fundação Carmona e Costa.

Já tinha passado naquele jardim centenas de vezes, mas as suas sombras ainda não lhe tinham cativado o olhar. Durante o passeio fixou-as nessas tais folhas. Fascinada com o resultado do exercício voltou ao jardim, desta vez sozinha. Descobriu um velho muro onde várias árvores projectavam as sombras intermitentes das suas folhagens.
O muro branco, gasto pelo tempo, tornou-se o seu caderno, e Margarida Lagarto visitou-o incessantemente a diferentes horas do dia, durante meses e meses. Sentava-se e olhava-o, fotografava-o e filmava-o. Mas não o desenhava, não ali. As visitas ao muro tornaram-se quase uma obsessão. Era preciso vê-lo todos os dias. Como estariam as sombras hoje? Haveria sombras neste dia quase sem sol? Ou neste outro em que ele é excessivo? E hoje com o céu tão enublado? Ou com tanto vento?
O muro tinha-se transformado num ecrã que acolhia formas e movimentos.
[…]
Nesta série, Margarida Lagarto não desenha as árvores, nem o muro, mas maioritariamente as sombras projectadas. Desenha o desaparecimento, o vazio.
Desenha algo que é uma ausência – de luz, de materialidade – e dá-lhe um corpo. Desenha a impermanência, tão própria da natureza como também do ser humano. Essa procura pelo imaterial é o seu sentido do sensível. É no silêncio das sombras que Margarida Lagarto encontra um quotidiano sublime. 
Filipa Oliveira e Manuel Costa Cabral


Margarida Lagarto nasceu em Veiros, Estremoz, em 1954. Tem o curso de pintura da Escola António Arroio. Frequentou o curso de pintura da ESBAL – Escola Superior de Belas-Artes de Lisboa. Vive e trabalha em Évora.

quinta-feira, 22 de junho de 2017

Noite da Literatura Europeia 2017 I Chiado, 24 de Junho



No sábado, 24 de Junho de 2017, a zona do Carmo / Trindade volta a acolher a Noite da Literatura Europeia, o serão literário de entrada livre mais intenso de Lisboa e que transforma a capital numa verdadeira babel europeia! 

A Noite da Literatura Europeia apresenta em 2017 a sua 5.ª edição com a participação de 11 autores de 11 países europeus. 

Entre as 18h30 e as 23h30 decorrem leituras com uma duração de 10 a 15 minutos, que se realizam de meia em meia hora, para dar ao público a possibilidade de visitar os diversos espaços e assistir a todas as sessões. 


A Livraria Sistema Solar / Chiado é um dos locais de leitura. 
Esperamos a sua visita!


< clicar em cada uma das imagens para aceder a informação mais completa >


LIVRARIA SISTEMA SOLAR
JIŘÍ HÁJÍČEK
JÚLIO MARTÍN

Tirant lo Blanc – 2.º volume I Joanot Martorell


Tirant lo Blanc – 2.º volume

Tradução de Artur Guerra
Imagens de Ilda David

ISBN: 978-989-8834-75-1

Edição: Maio de 2017
Preço: 26,42 euros | PVP: 28 euros
Formato: 14,5 × 20,5 cm [brochado, com badanas]
Número de páginas: 496



«– Valha-me Deus! – disse o cura, soltando um grande brado –,
que aqui está o Tirant lo Blanc



«Sem querer cansar-se mais em ler livros de cavalarias, mandou à ama que tomasse todos os livros grandes e os deitasse para o pátio [a fim de serem queimados]. Por pegar em muitos ao mesmo tempo, caiu-lhe um aos pés do barbeiro; teve vontade de ver de quem era, e viu que se chamava História do Famoso Cavaleiro Tirant lo Blanc.
– Valha-me Deus! – disse o cura, soltando um grande brado –, que aqui está o Tirant lo Blanc! Dai-mo cá, compadre, que eu agirei como quem encontrou nele um tesouro de contentamento e uma mina de passatempos. Aqui está Dom Kirieleison de Muntalbà, valoroso cavaleiro, o seu irmão Tomás de Muntalbà, e o cavaleiro Fonseca, com a batalha que o valente Tirant fez com o alão, e as subtilezas da donzela Prazerdaminhavida, com os amores e artimanhas da viúva Repousada, e a senhora Imperatriz enamorada de Hipólito, seu escudeiro. A verdade vos digo, senhor compadre, que em razão de estilo não há no mundo livro melhor: aqui os cavaleiros comem e dormem, morrem nas suas camas e fazem testamento antes de morrer, com outras coisas mais que faltam em todos os livros deste género. […] Levai-o para casa e lede-o, e vereis que é verdade tudo o que dele eu vos disse.» 
Miguel de Cervantes, D. Quixote de la Mancha, parte I, cap. VI

O romance Tirant lo Blanc abandona os ideais tipicamente cavaleirescos (cenários exóticos e fantásticos, amores platónicos e princípios morais) para se tornar no primeiro romance realista da literatura europeia, combinando os ideais da cavalaria com a descrição pormenorizada dos usos e costumes da corte e da sociedade do seu tempo, bem como das estratégias militares e dos amores sensuais, onde os protagonistas são humanos com todos os seus vícios e virtudes.

Joanot Martorell [Valência, c.1413-1468], cavaleiro mossèn, nasceu de uma família aristocrática. Teve uma vida tempestuosa, cheia de viagens, combates de cavalaria e aventuras amorosas. Dedicou-se a Tirant lo Blanc desde Janeiro de 1460, ou seja, trinta anos antes da sua publicação como obra póstuma em 1490.

Gaspar da Noite – Fantasias à maneira de Rembrandt e Callot I Aloysius Bertrand


Gaspar da Noite – Fantasias à maneira de Rembrandt e Callot
Aloysius Bertrand

Tradução e apresentação de Aníbal Fernandes

ISBN: 978-989-8833-18-1

Edição: Maio de 2017
Preço: 14,15 euros | PVP: 15 euros
Formato: 14,5 x 20,5 cm [brochado, com badanas]
Número de páginas: 184




Aqui está o meu livro como o fiz e deve ser lido antes de os comentadores o escurecerem com os seus esclarecimentos.


André Breton chamou-lhe – quando quis enunciar no seu Primeiro Manifesto os precursores do movimento – «surrealista no passado». […]
Baudelaire lembrou-se dele quando publicou Le Spleen de Paris e escreveu na dedicatória a Arsêne Houssaye: «Tenho uma pequena confissão a fazer-lhe. Ao folhear pela vigésima vez, pelo menos, o famoso Gaspar de la Nuit de Aloysius Bertrand […] é que tive a ideia de tentar qualquer coisa análoga e de aplicar à descrição da vida moderna, ou antes, a uma vida moderna e mais abstracta, o processo que ele aplicou à pintura da vida antiga e estranhamente grotesca.» […]
Todo o reconhecimento de Aloysius Bertrand é póstumo. E hoje pode ser-lhe colada a etiqueta de «autor de culto», que levanta sempre a suspeita de venerações alheias à verdadeira consciência crítica. Transbordou da literatura. René Magritte lembrou-se dele para um quadro que se inspira em «O Pedreiro», o segundo texto de Gaspar da Noite; e em 1908 Maurice Ravel deu a conhecer em três momentos de piano «Ondine», «Scarbô» e «A Forca» (este pertencente à série dos eliminados pelo autor na edição original). Para se compreender todo este sortilégio vale a pena ouvir de novo André Breton: – «Ele precipita-nos, desde o presente, num passado onde as nossas certezas não tardam a cair em ruínas.» [Aníbal Fernandes]

Aloysius Bertrand [Ceva (Piemonte), 20 de Abril de 1807 – Paris, 29 de Abril de 1841]. Viveu em Dijon, cidade que o marcou profundamente, mas fez algumas incursões em Paris, onde experimentou enormes dificuldades materiais e de relacionamento com o meio literário e editorial. Aí se instalou de 1833 até à sua morte, vítima da tuberculose, e aí foi enterrado na vala-comum do cemitério de Montparnasse. Deixou-nos a obra Gaspar da Noite – Fantasias à maneira de Rembrandt e Callot, editada postumamente pelo seu amigo, o escultor David d’Angers, com a ajuda de Sainte-Beuve. Alguns fragmentos já tinham sido publicados no jornal literário Le Provincial. A sua forma inovadora – «nem-prosa-nem-verso» – causou estranheza nos meios literários. Baudelaire reconheceu a sua influência no Le Spleen de Paris e alguns dos seus textos inspiraram René Magritte e Maurice Ravel.

quarta-feira, 21 de junho de 2017

Interferências – Com Arpad Szenes e Maria Helena Vieira da Silva I Jorge Martins


Interferências – Com Arpad Szenes e Maria Helena Vieira da Silva

Textos de Marina Bairrão Ruivo, José Gil, Vicente Jorge Silva e Joana Bairrão

ISBN: 978-989-8834-66-9

Edição: Maio de 2017
Preço: 26,41 euros | PVP: 28 euros
Formato: 24x27 cm [encadernado, a cores]
Número de páginas: 192

Edição bilingue: português-inglês




Em Interferências é apresentado um importante conjunto de desenhos e pinturas de Jorge Martins, produzidos desde o início da sua carreira até à actualidade, que são testemunhos directos do longo percurso artístico previsto por Vieira da Silva.

Este livro foi publicado por ocasião da exposição «Interferências», de Jorge Martins, realizada na Fundação Arpad Szenes – Vieira da Silva, em parceria com a Fundação Carmona e Costa, de 16 de Maio a 9 de Julho de 2017

O desejo de renovação cultural e artística ou a recusa em participar na guerra colonial (1961-1974) levaram uma geração de jovens artistas a partir […]. O êxodo convergia sobretudo para Paris onde as figuras tutelares de Maria Helena Vieira da Silva e Arpad Szenes […] os recebem e acompanham. […] Do grupo de jovens pintores que passaram por Paris, Jorge Martins foi dos mais próximos do casal […] [Marina Bairrão Ruivo]

Aonde corriam os antigos contornos, esfarelam-se os limites entre os objectos, indefinem-se as fronteiras, esbatem-se os contrastes entre cores, entre claro e escuro, entre as formas e o informe. Cria-se uma zona de infiltração e disseminação da luz; de intensificação extrema do movimento; de contágio e de caos. [José Gil]

Jorge tem uma genuína paixão pelas ilhas e pelos segredos do mar, sobretudo dos seus abismos fantasmagóricos, paixão que o transporta noutras viagens a horizontes mais imponderáveis, um percurso cósmico em direcção às estrelas. [Vicente Jorge Silva]

A Revolução de 25 de Abril de 1974 permitiu a Jorge Martins voltar a Portugal depois de treze anos de exílio, ainda que se mantivesse sediado em Paris […], cidade em que o pintor tinha, nas suas palavras, uma «âncora» – o seu atelier. [Joana Bairrão]

Jorge Martins nasceu em Lisboa, a 4 de Fevereiro de 1940. Frequentou os cursos de Arquitectura e Pintura na Escola Superior de Belas-Artes de Lisboa, entre 1957 e 1961. Expõe regularmente desde 1958. A sua primeira exposição individual data de 1960. Em 1961 parte para Paris, onde vive e trabalha até 1991. Esta estada é interrompida entre 1975 e 1976, período em que se instala em Nova Iorque. Regressa definitivamente a Portugal em 1991, onde vive e trabalha desde então.

Rimbaud-Verlaine, O Estranho Casal


Rimbaud-Verlaine, O Estranho Casal
Arthur Rimbaud, Paul Verlaine, Ernest Delahaye, Isabelle Rimbaud, Mathilde Verlaine, Mme Rimbaud, Mme Verlaine

Congeminado e traduzido por Aníbal Fernandes

ISBN: 978-989-8833-12-9

Edição: Maio de 2017
Preço: 14,15 euros | PVP: 15 euros
Formato: 14,5 x 20,5 cm [brochado, com badanas]
Número de páginas: 184


Paul Verlaine: «Rimbaud – Simples como uma floresta virgem, e belo como um tigre.»


Os sete narradores: 
Arthur Rimbaud: Meteoro. Riscou a literatura francesa como um prodígio. Entre os dezasseis e os vinte anos de idade escreveu tudo o que hoje incita à maior estupefacção. Viveu e brigou com Verlaine. Depois, quase lhe não bastou o mundo: corria através dele com «solas de vento», imparável até ao exílio de Harar. Fez uma Abissínia em prosa, com tráfico de armas e talvez de escravos. Um tumor canceroso num joelho devolveu-o a Marselha, onde morreu em 1891. Ao todo, 37 anos de idade. 
Paul Verlaine: Um tempestuoso drama, fermentado com violência verbal e tiros, nasce na palavra e na inocência de algumas cartas. Tinha havido deambulações a dois – apaixonadas e complicadas com absinto: Paris, Bruxelas e Londres. O grande poeta estragava já um casamento e dispunha-se a coleccionar uma boa dose de hospitais e prisões. […] 
Ernest Delahaye: O maior amigo de Rimbaud desde os tempos de colégio em Charleville […]. Pertence-lhe a primeira e malograda tentativa de publicação do poeta. […] 
Mathilde Verlaine: Muitas seriam as dificuldades num casamento com Verlaine, apesar das elegias de La Bonne Chanson. Mathilde vive porém os seus tumultos como heroína de um romance negro, não poupa nenhuma sombra ao retrato de Rimbaud que sairá mais tarde de entre as páginas de Mémoires de Ma Vie (1935). […] 
Mme Rimbaud: Viúva de um marido vivo, dirige a barca dos seus quatro filhos com leme de aço, pede ao catolicismo severidades, dissolve amores de mãe num amargo fel. […] 
Mme Verlaine: Adiantada no casamento, consegue ter um filho. Paul habituou-se a ver três fetos que o vigiavam em grandes frascos de éter, guardados pela morbidez materna numa prateleira como testemunho de um drama em três fracassos que o precedeu. […] 
Isabelle Rimbaud: De cinco filhos a mais nova […]. Virá a mostrar-se com energias de temperamento herdadas da sua mãe. […] Em 1895, com um rasgo de grande lucidez intelectual, autoriza o impuro Verlaine a prefaciar as Poésies Complètes do seu irmão. [Aníbal Fernandes]

domingo, 18 de junho de 2017

A partir de amanhã, desmontamos o que é provisório e continuamos onde sempre estamos.


Termina hoje a Feira do Livro de Lisboa de 2017. De 1 a 18 de Junho estivemos em contacto directo com os leitores no Pavilhão A17 do Parque Eduardo VII. Neste blogue e no facebook fomos rodando o "filme" destes dias. A partir de amanhã, desmontamos o que é provisório e continuamos onde sempre estamos: nas livrarias da rede livreira, nas livrarias Sistema Solar e também, vinte e quatro horas por dia, em www.sistemasolar.pt 

Obrigada pela visita, pela companhia que nos fez e nos faz ao longo de todo o ano e por nos ajudar a manter este projecto editorial independente que, desde 2012, edita as chancelas Sistema Solar e Documenta.

Sistema Solar, Crl.
Rua Passos Manuel, 67 B 1150-258 Lisboa 
telefone: 213583033 e-mail: editora(arroba)sistemasolar.pt

Feira do Livro de Lisboa I 18 de Junho de 2017

Livro do Dia 38,00 / 18,00

Promoção 15,00 / 9,00


Pavilhão A17
Parque Eduardo VII, 1 a 18 de Junho de 2017


Durante o período da Feira do Livro, faremos os mesmos descontos* e Livros do Dia na
Livraria Sistema Solar I Passos Manuel
Rua Passos Manuel, 67 B, 1150-258 Lisboa,
de segunda a sexta, das 10h-13h e das 14h-19h telefone 213583030 
livraria.pm(arroba)sistemasolar.pt

(* livros Sistema Solar e Documenta)

sábado, 17 de junho de 2017

Feira do Livro de Lisboa I 17 de Junho de 2017

Livro do Dia 28,00 / 16,80

Promoção 23,00 / 13,80


Pavilhão A17
Parque Eduardo VII, 1 a 18 de Junho de 2017


Durante o período da Feira do Livro, faremos os mesmos descontos* e Livros do Dia na
Livraria Sistema Solar I Passos Manuel
Rua Passos Manuel, 67 B, 1150-258 Lisboa,
de segunda a sexta, das 10h-13h e das 14h-19h telefone 213583030 
livraria.pm(arroba)sistemasolar.pt

(* livros Sistema Solar e Documenta)

sexta-feira, 16 de junho de 2017

Feira do Livro de Lisboa I 16 de Junho de 2017

Livro do Dia 12,00 / 7,20

Promoção 12,00 / 7,20

Pavilhão A17
Parque Eduardo VII, 1 a 18 de Junho de 2017


Durante o período da Feira do Livro, faremos os mesmos descontos* e Livros do Dia na
Livraria Sistema Solar I Passos Manuel
Rua Passos Manuel, 67 B, 1150-258 Lisboa,
de segunda a sexta, das 10h-13h e das 14h-19h telefone 213583030 
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(* livros Sistema Solar e Documenta)

quinta-feira, 15 de junho de 2017

Livros Sistema Solar I Documenta - Preçário Maio 2017


Feira do Livro de Lisboa I 15 de Junho de 2017

Livro do Dia 42,90 / 25,74

Promoção 14,00 / 8,40


Pavilhão A17
Parque Eduardo VII, 1 a 18 de Junho de 2017


Durante o período da Feira do Livro, faremos os mesmos descontos* e Livros do Dia na
Livraria Sistema Solar I Passos Manuel
Rua Passos Manuel, 67 B, 1150-258 Lisboa,
de segunda a sexta, das 10h-13h e das 14h-19h telefone 213583030 
livraria.pm(arroba)sistemasolar.pt

(* livros Sistema Solar e Documenta)

quarta-feira, 14 de junho de 2017

Feira do Livro de Lisboa I 14 de Junho de 2017

Livro do Dia 14,00 / 8,40

Promoção 30,00 / 18,00


Pavilhão A17
Parque Eduardo VII, 1 a 18 de Junho de 2017


Durante o período da Feira do Livro, faremos os mesmos descontos* e Livros do Dia na
Livraria Sistema Solar I Passos Manuel
Rua Passos Manuel, 67 B, 1150-258 Lisboa,
de segunda a sexta, das 10h-13h e das 14h-19h telefone 213583030 
livraria.pm(arroba)sistemasolar.pt

(* livros Sistema Solar e Documenta)

terça-feira, 13 de junho de 2017

Feira do Livro de Lisboa I 13 de Junho de 2017

Livro do Dia 16,00 / 9,60

Promoção 35,00 / 21,00


Pavilhão A17
Parque Eduardo VII, 1 a 18 de Junho de 2017


Durante o período da Feira do Livro, faremos os mesmos descontos* e Livros do Dia na
Livraria Sistema Solar I Passos Manuel
Rua Passos Manuel, 67 B, 1150-258 Lisboa,
de segunda a sexta, das 10h-13h e das 14h-19h telefone 213583030 
livraria.pm(arroba)sistemasolar.pt

(* livros Sistema Solar e Documenta)

segunda-feira, 12 de junho de 2017

«Escritor genial e pintor devoto: David Herbert Lawrence»


“Sinto-me superior à maior parte dos homens que tenho encontrado. Não pelo nascimento, porque nunca existiu ninguém atrás do meu avô. Não pelo dinheiro, porque o não tenho. Não pela educação, porque é escassa. E não pela beleza, é certo, nem pela força muscular. Então porquê? Por mim próprio. Quando me desafiam, sinto-me superior, naturalmente superior à maior parte dos homens. Mas apenas quando me desafiam”. Ficou conhecido na história da literatura mundial como D. H. Lawrence e levou a vida pessoal e artística a provocar e a conflituar: casou com uma alemã em plena I Guerra Mundial, foi expulso da Cornualha por suspeita de espionagem, nunca iludiu na sua literatura as liberdades sexuais e viu o seu romance O Amante de Lady Chatterley proibido, esteve rigorosamente proibido no Reino Unido até 1960. 
A Maçã de Cézanne… E eu, por David Herbert Lawrence, com apresentação de Aníbal Fernandes, Sistema Solar, 2016, é mais do que um livro biográfico do genial escritor inglês que viajou por meio mundo para tentar curar a sua tuberculose e que vivia fascinado pela arte: “Durante toda a sua vida tinha desenhado, copiando mestres da pintura, muito raramente chegado ao pincel da aguarela ou das tintas a óleo, teve de esperar muitos anos para ter a coragem de pintar. E depois pintar tornou-se numa orgia”. Sobre esta arte pictórica dela falou como um homem de literatura que sempre foi: “Uma pintura vive com a vida que lá pomos. Se não pusermos lá nenhuma vida – não concentramos lá nenhuma emoção, nenhum encanto ou nenhuma descoberta visual exaltante, a pintura está morta como acontece em tantas telas, sem ter importância o trabalho minucioso e competente que lá foi aplicado. É necessário que haja num artista, seja ele qual for, uma certa pureza de alma. A divisa que deveria estar escrita no frontão de todas as escolas de arte é esta: ‘Bem-aventurados os puros de espírito, porque será deles o reino dos céus’.” E confidenciou o seu processo artístico: “Aprendi a trabalhar sem ser a partir de objetos, a não ter modelos, a não ter uma técnica. Por vezes, tratando-se de uma aguarela trabalhei diretamente com o modelo. Só o utilizo o modelo quando a pintura já está concluída, quando posso olhar para o modelo e captar um qualquer pormenor que a visão me faz falhar, ou modificar qualquer coisa que sinto insatisfatória e não percebo porquê”.
As suas pinturas a óleo chamaram à atenção de amigos galeristas, que levaram as obras de Itália até Londres, onde se realizou a exposição na Galeria Warren. Mais um escândalo, até que a polícia encerrou a exposição, depois de ser vista por mais de 13 mil visitantes. D. H. Lawrence escreveu um belíssimo texto introdutório ao álbum que reproduzia as suas obras pictóricas, “Introdução a estas pinturas”, incluído neste livro. É um longíssimo ensaio que começa pela objurgatória dos medos ingleses na arte, os seus preconceitos em torno da sexualidade, uma supermorbidez que afinava pelas doenças sexuais, e é provocatório: “As famílias reais da Inglaterra e da Escócia eram sifilíticas. Eduardo e Isabel nasceram com as consequências hereditárias da doença. Por causa dela, Eduardo VI morreu ainda rapaz. Maria I morreu sem filhos e com uma enorme depressão. Isabel não tinha sobrancelhas, os seus dentes apodreceram, e é provável que se tenha sentido de algum modo uma pobre criatura totalmente inadequada ao casamento. Assim se extinguiram os Tudor, e foi possível que outro desafortunado sifilítico de nascença tenha chegado ao trono na pessoa de Jaime I”. 
É este o quadro explicativo que o artista encontra para descer ao abismo do terror aos instintos. Onde os artistas ingleses dão cartas é na paisagem, que para Lawrence não faz apelo às respostas mais poderosas da imaginação humana, a sensuais e apaixonadas respostas. E é nesta deambulação que Lawrence exalta a arte de Cézanne e a simbologia das suas maçãs: “As maçãs de Cézanne são uma verdadeira tentativa de deixar que a maça exista na sua entidade independente, sem lhe ser inoculada uma emoção pessoal. Digamos que o grande esforço de Cézanne foi empurrar a maçã para longe, e deixá-la viver a sua própria vida. E embora isto pareça simples de fazer, desde há milhares de anos é o primeiro sinal autêntico de o homem querer conceder à matéria uma existência real. Cézanne sentiu-o na pintura quando se compadeceu da maçã. De repente sentiu a tirania mental, a lívida e já gasta arrogância do espírito, a consciência mental, o ego preso ao céu azul celeste que ele próprio tinha pintado”. Lawrence sente esta glorificação da existência da matéria e volta à sua observação para a história da nossa época e é a da crucificação do corpo procriador em proveito da glorificação do espírito.
É um ensaio encomiástico sobre o revolucionário Cézanne, o génio que gerou a mobilidade das formas, das cores e da relação com o espaço.
Depois deste ensaio, Aníbal Fernandes colige elementos importantes sobre a pintura de Lawrence: “Lawrence sonhou-se em verso, pouco tempo antes deste sopro que foi a sua morte na Primavera de 1930”. E cita Aldous Huxley que se fascinou pela vitalidade da beleza pictórica de Lawrence, sinal da sua vitalidade, aquela pintura funcionou nos seus últimos anos de vida como uma chama que continuava miraculosamente a arder e que só se apagou com a sua morte.
Obra enriquecida com importantes quadros de Cézanne e com uma antologia pictórica de Lawrence apresentada na célebre exposição na Galeria Warren em Londres.

Beja Santos

Feira do Livro de Lisboa I 12 de Junho de 2017

Livro do Dia 45,00 / 27,00

Promoção 12,00 / 7,20

Pavilhão A17
Parque Eduardo VII, 1 a 18 de Junho de 2017


Durante o período da Feira do Livro, faremos os mesmos descontos* e Livros do Dia na
Livraria Sistema Solar I Passos Manuel
Rua Passos Manuel, 67 B, 1150-258 Lisboa,
de segunda a sexta, das 10h-13h e das 14h-19h telefone 213583030 
livraria.pm(arroba)sistemasolar.pt


(* livros Sistema Solar e Documenta)

domingo, 11 de junho de 2017

Feira do Livro de Lisboa I 11 de Junho de 2017

Livro do Dia 12,00 / 7,20

Promoção 38,00 / 22,80


Pavilhão A17
Parque Eduardo VII, 1 a 18 de Junho de 2017


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sábado, 10 de junho de 2017

Feira do Livro de Lisboa I 10 de Junho de 2017

 Livro do Dia 50,00 / 30,00

Promoção 28,00 / 16,80


Pavilhão A17
Parque Eduardo VII, 1 a 18 de Junho de 2017


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sexta-feira, 9 de junho de 2017

Feira do Livro de Lisboa I 9 de Junho de 2017

 Livro do Dia 20,00 / 12,00

Promoção 12,00 / 7,20


Pavilhão A17
Parque Eduardo VII, 1 a 18 de Junho de 2017


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quinta-feira, 8 de junho de 2017

Feira do Livro de Lisboa I 8 de Junho de 2017

Livro do Dia 40,00 / 24,00 

Promoção 16,00 / 9,60


Pavilhão A17
Parque Eduardo VII, 1 a 18 de Junho de 2017


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quarta-feira, 7 de junho de 2017

Feira do Livro de Lisboa I 7 de Junho de 2017

Livro do Dia 38,00 / 22,80

Promoção 14,00 / 8,40


Pavilhão A17
Parque Eduardo VII, 1 a 18 de Junho de 2017


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